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The Latest Edition of "Eyes on malaria" magazine will be out very soon!! | CALL FOR ARTICLES: AMMREN is inviting journalists / writers / scientists interested in reporting on malaria to send articles for publication in its international magazine “Eyes on Malaria” and for posting on its website. Please contact the AMMREN Secretariat for more details click here. Enjoy your stay!. Volunteers and interns urgently needed to work with an NGO working in the area of malaria and health. Apply through - ammren1@gmail.com / ammren1@yahoo.com. Journalists interested in reporting on and writing articles on health issues should please reply through this email: ammren1@gmail.com

ANNOUNCEMENTS:::

TIPS ON MALARIA

  • HOW CAN MOSQUITOES BE CONTROLLED?

    Mosquitoes around the home can be reduced significantly by minimizing the amount of standing water available for mosquito breeding. Residents are urged to reduce standing water around the home in a variety of ways.

  • HOW CAN I PROTECT MYSELF FROM MOSQUITO-BORN DISEASES?

    The best way is to avoid being bitten by mosquitoes.This can be accomplished using personal protecting  while outdoors when mosquitoes are present. Treated bed nets should be used sleeping. Mosquito repellent should be used when outdoor.

  • WHO ARE AT RISK?


    Nearly half of the world’s population is at risk of getting malaria. Pregnant women are particularly at risk of malaria. Children under 5 years are at high risk of malaria.
     

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Malária continua a tirar esperanças à nossa criança

By Arsenio Manhice (AMMREN MOZAMBIQUE)

Nesta  edição  apresentamos  a continuação  do  texto  que  iniciamos na  nossa  Primeira  Edição  desta Revista.  Com  efeito,  convidamos  ao  caro  leitor  a  acompanhar  os  passos
que  demos  neste  trabalho  que  visa contribuir na luta contra a malária.

No  Centro  de  Saúde  de  Munhava,  falamos com Flora Fernando, 21 anos de idade.  Deu-nos  a  conhecer  que  os mosquitos  são  muitos  no  bairro  de  Munhava.  Os  rociadores  não  circulam sempre .Consequentemente,os mosquitos abundam e,  evidentemente, os índices de malária são elevados.

Abel  Mussaca  é  uma  das  vítimas  da malária. Com 11 anos de idade, Abel vive no bairro da Munhava, e encontrá-lo na companhia de amigos brincando. Ainda é menor mas sabe que existe malária e é preciso usar rede mosquiteira.

Infelizmente,  os  seus  pais  não conseguem  dar-lhe  a  necessária protecção. Na sua casa vimos uma rede mosquiteira  encardida  e  pendurada  de modo a secar. Era a única mas, por falta de conhecimento, estava exposta ao sol. Enfim, estes são alguns dos casos dos tantos  que  vivemos  nas  unidades sanitárias  de  Cabo  Delgado, Nampula e Sofala.

Cenário II Prevenção fraca
A prevenção da malária segundo a estratégia do MISAU, devia ser feita pelo  controlo  larval  através  da gestão ambiental e métodos físicos, químicos  e  biológicos;  pela pulverização  intradomiciliária (PIDOM )  euso  de  redes mosquiteiras tratadas com insecticidas (REMTI). Infelizmente ,  os dados apresentados pelo Programa Nacional  de  Controlo  da  Malária (PNCM)  ao  nível  central  e  provincial indicam  que  estes  métodos  não  estão amplamente implementados.

Aliás,  mesmo  da  conversa  com  os responsáveis dos programas da malária nas  províncias  que  visitamos,  o sentimento é de que muito foi feito, em termos numerários, mas tal não basta.

No  caso  do  controlo  larval,  apenas Maputo  é  que  está  a  implementar  o método,  enquanto  outras  províncias como  Nampula  estão  ainda  na  fase experimental, segundo dados do PNCM. O PIDEM está concentrado nos centros urbanos,  mas,  mesmo  aqui,  não  é abrangente.

Por exemplo, na província de Nampula, dos  21  distritos  da  província,  apenas cinco  estão  cobertos  pela  pulverização intradomiciliária.  Trata-se  da  cidade  de Nampula,  Nacala  Porto,  Angoche,  Ilha de Moçambique e Vila Namialo. O  único  exemplo  de  sucesso  digno  de menção, quanto ao PIDOM, é o trabalho que está a ser realizado pela Iniciativa do Desenvolvimento   Espacial   dos   Libombos, na província de Maputo.

Para já, o MISAU diz que a distribuição

    Com apenas dois anos de idade, Sofia
  Saúde foi  submetida a rituais por médicos
           tradicionais devido a malária.

de redes não é prioridade. Basta ver que, no ano passado ofereceu 938.950 redes, um número que está longe de satisfazer as necessidades da população, olhando o  nível  de  episódios  que  acontecem anualmente, em todo o país.

Enquanto isso, o tratamento intermitente preventivo  (TIP),  outra  estratégia  de prevenção  executada  no  seio  das mulheres  grávidas,  acontece  em  todas as  unidades  sanitárias  onde  são realizadas  as  consultas  pré-natais. Todavia, continua longe das metas.

Vejamos, mais uma vez, os dados do TIP em  Nampula.  De  acordo  com  Jaime Selemane,  coordenador  de  malária, tuberculose,  HIV/SIDA  e  lepra,  a cobertura do TIP é de 60 porcento, mas a meta  é  de  atingir,  pelo  menos,  80 porcento.

Cenário III Tabus e desonestidade
Nas  províncias  de  Cabo  Delgado, Nampula e Sofala onde dialogamos com doentes sobre a malária, ficamos a saber que  a  prevenção  individual  ainda  não está  devidamente  assumida.  Deixando de  lado  a  responsabilidade  do  Estado, apurámos que há tabus e equívocos no seio de muitas famílias e que dificultam o  us o   dos   métodos   preventivos   convencionais.  Ademais  fala-se  de desonestidade dos rociadores do PNCM que fazem a pulverização. De  acordo  com  Brighton  Masaki, representante  da  Proserv,  na  província de Nampula, muitas pessoas ainda  não  assumiu  que  é preciso ter a cultura do uso da rede,  embora  a  tendência estivesse a mudar. Proserv é um  dos  principais  privados que  importa  e  comercializa redes  mosquiteiras  tratadas com  insecticidas  de  longa duração. Ele  tem  53  revendedores que operam em diferentes estabelecimentos   comerciais e 120 do nível informal.

 

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