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The Latest Edition of "Eyes on malaria" magazine will be out very soon!! | CALL FOR ARTICLES: AMMREN is inviting journalists / writers / scientists interested in reporting on malaria to send articles for publication in its international magazine “Eyes on Malaria” and for posting on its website. Please contact the AMMREN Secretariat for more details click here. Enjoy your stay!. Volunteers and interns urgently needed to work with an NGO working in the area of malaria and health. Apply through - ammren1@gmail.com / ammren1@yahoo.com. Journalists interested in reporting on and writing articles on health issues should please reply through this email: ammren1@gmail.com

ANNOUNCEMENTS:::

TIPS ON MALARIA

  • HOW CAN MOSQUITOES BE CONTROLLED?

    Mosquitoes around the home can be reduced significantly by minimizing the amount of standing water available for mosquito breeding. Residents are urged to reduce standing water around the home in a variety of ways.

  • HOW CAN I PROTECT MYSELF FROM MOSQUITO-BORN DISEASES?

    The best way is to avoid being bitten by mosquitoes.This can be accomplished using personal protecting  while outdoors when mosquitoes are present. Treated bed nets should be used sleeping. Mosquito repellent should be used when outdoor.

  • WHO ARE AT RISK?


    Nearly half of the world’s population is at risk of getting malaria. Pregnant women are particularly at risk of malaria. Children under 5 years are at high risk of malaria.
     

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Malária continua a tirar esperanças à nossa criança

By Arsenio Manhice (AMMREN MOZAMBIQUE)

A MALÁRIA continua uma verdadeira ameaça às crianças moçambicanas, sobretudo dos zero aos cinco anos de vida e que vivem em zonas potencialmente endémicas. Uma ameaça permanente na medida em que nada indica que a curto e médio prazos o desejado controlo ou erradicação será uma realidade.

O número 3.929 é a totalidade dos óbitos devido a malária, na maioria crianças, oficialmente registados pelas autoridades de Saúde de Moçambique, no ano passado, contra 5.048 de igual período anterior. A redução é de 22, 1 porcento.

Em termos de doentes atendidos nas unidades sanitárias das 11 províncias, o país registou 5.950.208 enquanto que em 2006 foram 6.337.763 episódios. Estes dados indicam uma diminuição percentual na ordem de 6,1 porcento.

Quer dizer, quer nos óbitos, quer nos casos notificados em 2007, os dados indicam uma redução. Porém, apesar desta redução, o Ministério d a S a ú d e ( M I S A U ) , a s a g ê n c i a s internacionais, as organizações da sociedade civil que operam em Moçambique
concordam na percepção de que a luta contra a malária não está a ser vencida, como seria de desejar. Tudo por que são muitas as crianças que continuam a morrer ou a crescer com deficiências de vária natureza devido a malária.

Claro, tal posicionamento não tira, em nenhum momento, o mérito do trabalho multisectorial que está a ser realizado e que é digno de destaque. As razões são várias e
este trabalho apresentam-nos os cenários possíveis sobre a situação da malária em Moçambique.

Cenário I
O choro das crianças

Na primeira semana de Janeiro do presente ano, partimos de Maputo, a capital política de Moçambique, para visitar as províncias de Cabo Delgado e Nampula, norte e Sofala, centro deste país.

Mulheres grávidas aguardam atendimento no
Centro de Saúde de Natique, Cabo Delgado.

 

Levávamos connosco a ideia de colher sentimentos representativos sobre a manifestação da malária no seio das crianças que por ela sofrem mas habitando ambientes totalmente
diferentes.

Em todas as províncias visitamos várias unidades sanitárias. Na cidade de Pemba, Cabo Delgado, escalamos o Centro de Saúde de Paquitequete. Dentre outras pessoas, conhecemos a pequena Fiema Yaha, menor que na Com apenas dois anos de idade, Sofia Saúde foi submetida  provocada pela malária”. A mãe, Nzenha Abdala, numa voz  tímida, porque desesperada, contou que em Novembro do ano anterior a pequena Fiema caíra da mesma doença.

“Recordo-me que saíram borbulhas estranhas por todo o corpo dela. Quando vim aqui,  fez-se o teste e o resultado era de malária positiva”, disse ela explicando que “tudo parou na minha vida para atender a criança”.

Esta mulher vive numa zona endémica mas, infelizmente não tem rede mosquiteira. Os rociadores, esses nunca entraram na sua casa apesar de circularem no seu bairro.

Na mesma cidade escalamos o Centro de Saúde de Natique. Era uma manhã quente e a unidade sanitária estava cheia de pessoas que iam fazer consultas, na maioria devido a febres, vómitos e diarreias.

F i c a m o s i m p r e s s i o n a d o s q u a n d o conhecemos Sofia Saúde, dois anos de

idade. Sofia é uma menina bonita como qualquer outra criança. Infelizmente, a malária  compromete, tão cedo tirar-lhe a beleza e a integridade psíquica.

De tantas febres, tosse e perca de respiração, a família ficou desesperada e obrigada a levar a menina para médicos tradicionais, ou se quisermos, os curandeiros.

Depois de submetida a vários tipos de tratamento sem sucesso, outra opção não houve  senão encaminhá-la à uma unidade sanitária. “Ela sofre bastante. Mal come. Só Deus é  que sabe o que será dela”, palavras da mãe que acompanhava a menor.

Depois da visita neste centro rumamos o Hospital provincial de Cabo Delgado. Vivemos momentos diferentes. Tudo porque encontramos doentes que ao mesmo tempo sofrem de malária e SIDA.

Tal é o caso Dionísia G., uma jovem que vive no bairro de Cariacó, arredores de Cabo   Delgado. A nossa Reportagem visitou aquela cidade na primeira semana de Janeiro e ela havia trazido ao mundo uma menina no dia 31 de Dezembro anterior. A criança ainda não tinha nome.

Quando abordamos Ernesto António, enfermeiro chefe naquela unidade hospital, ficamos a saber que devido à malária e anemia, a mãe teve complicações no parto o que fez com  que o bebé nascesse com baixo peso (1.50 gramas).

A criança também sofria de malária e porque nasceu com baixo peso, foi introduzida  numa incubadora de modo a receber os necessários cuidados.

“Está claro que o crescimento desta criança será retardado”, frisou o enfermeiro que ao mesmo tempo revela-nos que Dionísia G. era seropositiva. Triste sina a das duas.

Depois da nossa permanência na província de Cabo Delgado, rumamos para Nampula.  Aqui vistamos o Hospital Central. Dentre outras pessoas conversamos com Dulce Palma, 12 anos de idade. “Tenho febres altas, vómitos e não me apetece comer”, conta Dulce que acredita que a falta de rede mosquiteira pode ser a razão da doença.

Ela vive no bairro de Mutawane, numa zona endémica já que tem charcos de água e   capim. Devido a malária, Dulce não sabia se iria prosseguir com os estudos uma vez que sentia-se fraca.

Fátima M., tem 24 anos de idade. A sua situação agravou-se quando fez aborto numa  altura que sofria de malária. Daí para diante, o que viveu foram momentos de dor jamais imaginados. A família e o namorado ficaram chocados.

Porque o que nos interessava era saber dela como se sente já que tem malária, a  conversa foi medida pela irmã, Anifa Ali, uma vez que Fátima M. não conseguia falar.

para ser continuado na próxima edição

 

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First Edition