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The Latest Edition of "Eyes on malaria" magazine will be out very soon!! | CALL FOR ARTICLES: AMMREN is inviting journalists / writers / scientists interested in reporting on malaria to send articles for publication in its international magazine “Eyes on Malaria” and for posting on its website. Please contact the AMMREN Secretariat for more details click here. Enjoy your stay!. Volunteers and interns urgently needed to work with an NGO working in the area of malaria and health. Apply through - ammren1@gmail.com / ammren1@yahoo.com. Journalists interested in reporting on and writing articles on health issues should please reply through this email: ammren1@gmail.com

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TIPS ON MALARIA

  • HOW CAN MOSQUITOES BE CONTROLLED?

    Mosquitoes around the home can be reduced significantly by minimizing the amount of standing water available for mosquito breeding. Residents are urged to reduce standing water around the home in a variety of ways.

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    The best way is to avoid being bitten by mosquitoes.This can be accomplished using personal protecting  while outdoors when mosquitoes are present. Treated bed nets should be used sleeping. Mosquito repellent should be used when outdoor.

  • WHO ARE AT RISK?


    Nearly half of the world’s population is at risk of getting malaria. Pregnant women are particularly at risk of malaria. Children under 5 years are at high risk of malaria.
     

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Arranca fase III da vacina contra malária em Moçambique

Arranca fase III da vacina contra malária em Moçambique
ARSÉNIO MANHICE

OÇAMBIQUE, através do CISM-Centro de  Investigação em Saúde Mda Manhiça,  já  iniciou os ensaios da  fase  III  da  vacina  para  a  prevenção  de malária no  seio das crianças.

O lançamento foi feito no povoado de Malavele,  posto  administrativo  de  3  de Fevereiro, distrito da Manhiça, província de Maputo, sul de Moçambique no pretérito dia 7 de Agosto.

Coube  ao  antigo  Primeiro  Ministro  de Moçambique,   Pascoal   Mocumbi ,   na qualidade  de  Presidente  da  Fundação Manhiça  dirigir  o  acto,  numa  cerimónia testemunhada pelo director do CISM, Eusébio Macete, entre outros gestores e população da zona.

No acto do lançamento pelo menos 1000  crianças  tinham  sido  vacinadas. Todavia, ao todo são 16 mil crianças que vão participar  nos  ensaios  da  terceira  fase  da vacina RTS,S para a prevenção da malária a decorrer  em  11  centros  de  investigação localizados  em  sete  países  africanos, nomeadamente Moçambique, Malawi, Gana,
Burkina Faso, Gabão, Quénia e Tanzania.

A RTS,S é o primeiro candidato à vacina  contra  a  malária  a  demonstrar significativa  segurança  e  eficácia  em  dois grupos de crianças. O primeiro de  seis a 12 semanas de vida e o  segundo de cinco a 17 meses  de  idade,  em  distintos  lugares geográficos  com  diferentes  níveis  de transmissão.

Os  estudos  da  fase  III  da  vacina RTS,S  são  resultado de mais de 10  anos de investigação  em  África,  incluindo  as primeiras  provas  de  conceito  em  estudos realizados  em  crianças  no CISM  no  ano  de 2004, onde se   apurou uma eficácia de 35 por cento. Já em 2007 houve mais um ensaio em recém-nascidos  tendo-se  constatado  uma eficácia de 60 por cento.

               Eusebio Macete

A  RTS,S  foi  desenvolvida  e manuf a tur ada   em  l abor a tór ios   da “GlaxoSmithKline Biologicals´”  (GSK Bio) na  Bélgica  nos  finais  dos  anos  80  einicialmente  foi  testada  em  voluntários americanos como parte da colaboração com a “Walter Reed Army  Institute of Research”.

                        Pascoal Mocumbi com comunidade
Dados  do  CISM  indicam  que  foi  em Moçambique  que  pela  primeira  vez  uma vacina contra malária demonstrou resultados satisfatórios em crianças de um a quatro anos de  idade e em  recém-nascidos.

Foram  p r e c i s ame n t e   e s t e s   resultados que estimularam o avanço para o
estudo da fase III e que o mesmo estende-se a outros  lugares do Continente Africano.

No sequência das suas actividades, no passado dia 1 de Agosto o CISM publicou os resultados de um estudo que pela primeira vez  gerou  evidências  científicas  de  que  o efeito protector do candidato a vacina RTS,S dura quatro anos em crianças de um a quatro anos.
            
Se  a  fase  III  progredir  como  se espera, a RTS,s poderá ser submetida a uma revisão  regular até 2011. E,  se os  requisitos para a sua aplicação estiverem garantidos e as autor idades   de  s aúde  nacionai s   e internacionais recomendarem o seu uso, esta poderá  ser  introduzida para crianças de cinco a 17 meses em 2012.

Segundo as recomendações para ouso  em  recém-nascidos,  a  disponibilidade total desta vacina  será esperada até 2011.

Exemplo de busca de qualidade Intervindo  no  acto,  Pascoal Mocumbi  disse que  o  lançamento  da  fase  III  é  uma demons t r a ç ão  do  come t imento  de  Moçambique na busca de qualidade de saúde para os cidadãos.

“Este  é  mais  um  exemplo  dos esforços que o país executa para proporcionar as melhores condições de vida aos cidadãos.

Esta vacina, caso venha a ser aprovada, dentro do plano concebido, irá revolucionar o modo de  resposta no combate à malária que é um verdadeiro fardo no país e no mundo”, disse Pascoal Mocumbi.

Afirmou, por outro  lado, que  tudo foi  acautelado  para  que  a  equipa  de Moçambique  faça  a  sua  parte  com  elevada qualidade como sempre o fez. Revelou que é por  isso  que  Moçambique  tem  sido referenciado a nível das  investigações como exemplo.

Louvando a entrega da comunidade da Manhiça e de  forma particular de Malavele, Pascoal Mocumbi precisou que  tal  constitui um  reconhecimento  nobre,  pois  a  sua integração  nos  ensaios  vai  ficar  na  história global, além de que a população da região será beneficiaria da vacina.

“Este  será o estudo mais alargado na história dos estudos da vacina contra malária que alguma vez já se fez no contexto africano e, especificamente desenhado para beneficiar as  crianças  africanas.  Aproveito  este momento para uma vez mais agradecer a  todas as  famílias  e  crianças  participantes,  sem  as quais  este  avanço  não  seria  possível”,
destacou por seu turno Jahit Sacarlal, um dos investigadores principais da  fase  III.

Lancamento da fase iii

Disse  na  oportunidade,  que  o desenvolvimento  da  vacina  RTS,S  no continente  africano  tem  fortalecido  a capacidade  de  investigação  e  aumentou  o conhecimento sobre a doença, o que será útil mesmo  terminada a pesquisa.

“Além  de  reforçar  os  resultados alcançados  nas  fases  anteriores,  uma  das intenções que temos é provar que mesmo em diferentes  contextos  de  transmissão  de malár ia,   com  di ferentes   var iações   climatéricas,  os  resultados  não  alteram”, afirmou o director do CISM.

Em  Moçambique,  a  malária  é responsável  por  40  por  cento  das  consultas externas, 60 por cento dos  internamentos de pediatria e 30 por cento de  todas as mortes que ocorrem nas unidades hospitalares.
 

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